Animais

Uma rã que pode sobreviver ao congelamento por várias semanas!

O fantástico mundo animal nos surpreende a todo momento! Imaginem vocês que existe um mosquito africano tão bem adaptado às condições de estiagem, que durante o período de inatividade consegue permanecer artificialmente congelado a uma incrível temperatura de -170ºC. Muito outros insetos conseguem sobreviver ao congelamento. Mas existe um vertebrado capaz de suportar as temperaturas mais baixas do que qualquer outro.

A rã-da-floresta é um anfíbio que sobrevive nas regiões mais longínquas do Círculo Polar Ártico, hibernando próximo de lagos que, ao descongelarem na primavera favorecem a reprodução da espécie, que se acasala assim que desperta do sono invernal. Quando a temperatura cai aos níveis de congelamento, o fígado da rã começa a converter o glicogênio em glicose, que age como um anticongelante. O sangue transporta a glicose para células vitais, que suportam até -8ºC. Mas o resto dos fluidos do corpo da rã (pelo menos 65% deles) transforma-se em gelo, e os órgãos, privados de sangue ficam inativos. Até os globos oculares e o cérebro congelam.


A rã vira efetivamente um “morto-vivo” por várias semanas. Quando ocorre o degelo, o coração da rã volta a bombear o sangue com coagulantes para o corpo, que imediatamente detém o sangramento nas feridas feitas pelos cristais de gelo. E como por um milagre, o picolé de rã volta rapidamente à vida, bem como todos os parasitos que eventualmente vivam em seu corpo.

Rana-sylvatica

Rana sylvatica vive na região do Canadá e Alasca e pode permanecer congelado durante várias semanas.

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